Zerando Minha Steam - Semana 5 - Resonance - Nerdaiada

Zerando Minha Steam – Semana 5 – Resonance
fev
19

Zerando Minha Steam – Semana 5 – Resonance

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Em um resumo: o jogo continua muito divertido. Tive mais tempo para observar ele e os meus elogios todos permanecem. As minhas críticas também, é verdade, mas como eu havia dito, elas não significam muito frente as qualidades que eu encontrei.

Uma coisa engraçada. Eu não sei se sou ruim nesses jogos ou coisa parecida, mas em geral, percebo que eu gosto de jogos point and click fáceis. Acho que a graça desse tipo de jogo não está na dificuldade, mas sim na história e como você vai interagindo com os objetos e cenas para que ela vá adiante.

Mas acho que estou sendo um pouco simplório demais nessa ponderação. Talvez o que realmente traga o divertimento dos jogos não é encarar os puzzles e enigmas, mas resolvê-los. Em jogos action, a próprio emoção de um combate difícil ou de uma situação complexa já traz certa recompensa, aquela adrenalina do desafio, eu acho. Mas com puzzles não funciona muito bem assim. Se tem um puzzle difícil a minha frente, o único momento que eu me sinto recompensado é quando eu percebo estar progredindo nele. E o momento em que consigo resolver é o que realmente acaba contando, aquele momento catártico de dever cumprido.

Mas isso traz um problema também. Não basta ser qualquer puzzle. Tem que ser um que pareça minimamente desafiador. Se não houver a percepção do desafio, de que aquele é um problema que precisa ser resolvido e não um corriqueiro clicar e selecionar, a tarefa vai ser enfadonha e não trazer empolgação nenhuma.

Deve ser algo bem complexo conseguir equilibrar essas coisas. Eu, que me arrisco a pensar em game design as vezes, acho que não conseguiria deixar um puzzle simultaneamente simples mas ainda assim desafiador. E com simples quero dizer a sensação de que a pessoa não está perdendo tempo em uma tarefa chata. Em A New Beginning, que joguei no início do ano, acontecia muito isso. Algumas cenas eu precisava resolver uns quebra-cabeças que me faziam sentir sono. Veja bem, eu gosto de quebra-cabeças e enigmas, mas as vezes eu só quero progredir num jogo e ver a cena seguinte. E quando o puzzle se apoia em coisas imbecis como dificuldade para achar um item no cenário, a coisa fica ainda pior.

Em Resonance eu acho que isso tudo foi muito bem equilibrado. Mesmo em alguns momentos que foi um pouco mais difícil conseguir chegar à resolução, os personagens podem mencionar os objetivos deles, o que faz com que o jogador não fique procurando a toa o que ele precise fazer e se foque no como fazer. Mesmo assim, creio que na maioria das situações eu não precisei pensar e pensar e pensar para passar de alguma cena. Sinto que na maioria dos enigmas eu resolvi por puro insight. Refletia um pouco sobre a situação, tentava fazer alguma outra coisa e então “Ahá!” eu tinha uma ideia e consegui descobrir o que precisava fazer.

Isso diminuiu um pouco no momento em que os personagens todos se juntaram. Pois em vez de um objetivo linear, agora a coisa ficou um pouco mais diversificada. Eu tenho vários locais para ir, vários objetos para utilizar e quatro personagens para controlar. De fato, houve uma mudança na forma como as coisas eram resolvidas, mas não tanto. A resolução de um objetivo depende de progresso em outros, então aos poucos eu vou tendo acesso a mais recursos e informações, o que passa constantemente a sensação de progresso.

Até agora, Resonance é um jogo que recomendo pra todos que gostam do gênero Adventure Point ‘n Click.

About Renan Barcellos

Na maioria das vezes escritor, Renan também é estudante de jornalismo e programador. Mas na verdade tenta fazer tanta coisa diferente que nem sabe o que colocar aqui.

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