VEJA O QUE ROLOU NO X FESTIVAL DA CULTURA JAPONESA DE SALVADOR - BON ODORI - Nerdaiada

VEJA O QUE ROLOU NO X FESTIVAL DA CULTURA JAPONESA DE SALVADOR – BON ODORI
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VEJA O QUE ROLOU NO X FESTIVAL DA CULTURA JAPONESA DE SALVADOR – BON ODORI

Fala Nerdaiada! Nos dias 27 e 28 de agosto, rolou no Parque de Exposições a 10º edição do Festival da Cultura Japonesa de Salvador, mais conhecido como Bon Odori; evento este que é bastante esperado pelo público de várias idades e que reúne atrações para toda a família. A equipe do Nerdaiada esteve presente durante os dois dias, dando uma olhada em tudo o que estava acontecendo para trazer para vocês agora um feedback de como foi o evento no geral.

Visão de Tatiana Cerqueira

Começando pela principal preocupação de quase todas as pessoas que compraram o ingresso antecipadamente: A chuva. Apesar de ter caído forte em algumas horas do sábado, ela não foi um problema pois o evento estava bem distribuído na maioria das áreas do Parque de Exposições e boa parte delas estavam cobertas. Algumas atrações foram interrompidas durante a chuva, como o Beisebol e alguns brinquedos do parque de diversões porém, apesar da lama e algumas poças de água pelo caminho a maioria das atrações estavam em partes cobertas e não foram prejudicadas durante os momentos de chuva.

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No palco principal tivemos atrações bastante variadas e principalmente para a família como o Grupo Wado, apresentações de dança, alguns musicais, show de mágica e é claro o concurso cosplay. O palco secundário foi utilizado mais para bate-papos e cursos no qual o público poderia subir ao palco para aprender a tocar o Taiko que são aqueles famosos tambores japoneses, aprender um pouco mais sobre o sumô, o karatê, iaidô e pipamodelismo. Na área externa teve um mini palco também onde rolou apresentações de J-pop, Matsuri Dance e uma homenagem aos antepassados.

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Ponto positivo desse ano foi a área onde as barracas de vendas ficaram, pois estavam numa área ampla, coberta e o público não teve do que reclamar pois tinha de tudo a venda. Camisetas, mochilas, bonés, toquinhas, chaveiros, utensílios domésticos, doces japoneses, mangás, board games, action figures, bottons, leques e vestimentas orientais e até cadeiras de massagens estavam entre os itens a venda.

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Ponto negativo foi a área de jogos digitais, que acredito eu que por conta da chuva ficou num espaço pequeno e abafado para a quantidade de pessoas que estavam presentes no evento e que queriam jogar. O espaço destinado ao Just Dance ficou um pouco complicado de assistir ao pessoal dançando devido a aglomeração de pessoas na frente.

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Visão de Luis Gustavo Guedes

O evento em questão de conteúdo foi muito bom, pois soube distribuir suas atrações muito bem.

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Um ponto positivo foi a praça de alimentação, que estava bem ampla e com bastante opções de comida e variedade de preços para o público presente. O espaço usado para a praça foi todo o pavilhão coberto do Parque (espaço que foi usado para o Gamepólitan 2016). Tinha comida para todos os gostos: Sushi, Sakêroska, Muppy, Pastel, Salgados, Yakisoba, Doroyaki e algumas barracas vendendo carnes pra quem não gosta de comida oriental e doces caseiros japoneses.

Visão de Yannick Braustein

Comparando com o evento de cultura japonesa anterior, o Bon Odori ganhou mais pontos do que perdeu. Praça de Alimentação, Stand de vendas e o Parque de Diversões que contava com um carrinho de bate-bate, roda gigante, alguns carrosséis para crianças e um Samba com ingresso de 5 reais para cada brinquedo foram os pontos positivos.

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Pontos negativos foi a questão da segurança, devido a falta de revista nas pessoas e mochilas durante a entrada. Fato que na maioria dos eventos tem uma atenção rigorosa e que nesse não teve tanta assim.

Visão de Gabriel Avelar

O evento do Bon Odori ainda continua sendo o melhor evento para um público amplo em Salvador, mas retraiu muito comparado aos anos anteriores. Senti uma diminuição de atrações culturais típicas da cultura japonesa. Até mesmo os stands que ninguém sabe como lá foram parar, perderam espaço, exemplo o Clorinho. Uma coisa que ficou nítida para mim desde o momento que tentei entrar no evento com meu carro, foi a falta de organização. Não havia lista de convidados e imprensa pra quem ia entrar com o carro e me pediram diversas vezes um ticket que não era informado no e-mail de confirmação e tive de provar que não me fora dada tal informação. A revista foi algo que diminuíram pra zero este ano. Não me entenda mal, ninguém gosta de revista, muito menos as desnecessárias como do Anibahia que até remédio como um sorine estavam barrando, mas é necessária para evitar que pessoas entre com objetos perfuro-cortantes ou até armas brancas. Eu via muita gente que fazia arte marcial andando pra todos os lados com suas shinken e nada era feito pela segurança. Como ex-praticante de arte marcial, sei muito bem que sempre há um gaiato para querer provocar um lutador de arte marcial e o alvo das piadas esquentar a cabeça e fazer algo que não deveria.

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(Alguns integrantes do Nerdaiada com o Clorinho)

Não sei se os produtores e os marqueteiros já estavam com o ego lá em cima por ser um evento tão conhecido e por isso acreditaram que não precisavam fazer propaganda, mas comparado a outros anos, 2016 foi até vazio e muitas pessoas com quem conversei me falaram que nem ouviram falar do evento ou souberam já no domingo.

O Bon Odori ainda é um ótimo evento para se divertir, comer muito e conhecer um pouco de uma cultura que está há mais de 100 anos no Brasil, mas se mantém tão fechada ao resto da população que recebeu os imigrantes japoneses em suas terras. Infelizmente este ano teve menos variedade e eu que gosto e pesquiso sobre a história do Japão e sua cultura, não teve nada a me acrescentar nesse evento fora uns quilinhos com muitos doroyaki e Muppys.

Visão de André Tapioca

O Bon Odori é o evento que os fãs da cultura japonesa merecem, seja ela tradicional ou pop. E porque eu faço esta afirmação? Simples, com um grande espaço e atrações bem distribuídas, é divertido andar por lá e quase não se cansar psicologicamente, principalmente quando se está de cosplay.

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(Nosso editor André Tapioca com o cosplay do Red, fotografado por Francisco de Moraes)

Para quem não sabe estive vestido de Red (Pokemon The Origin) durante o evento junto a meu Charmander de pelúcia comprado lá dentro do festival. E interagi bastante com diversas pessoas, a priori posso afirmar que até disputei uma partida de batalha campal. Em que perdi bravamente contra meu adversário que também estava com 1 de life.

Mas retornando ao foco do cosplay e em tempos de Pokemon GO várias pessoas vieram tirar foto comigo, algumas (para não dizer várias) até achavam que eu era o Ash (risos). E a cada ano parece que tem mais cosplays em eventos, o que mostra que a cultura cosplay possui um ótimo crescimento.

Existiu um momento que achei uma pessoa vestida de Pikachu, aproveitei a deixa e peguei minha pokebola feita de EVA e arremessei com intuito de “capturar” o resultado foram várias risadas. E posteriormente a interação com outros cosplayers do tema Pokemon foram bastante divertidas igualmente, meus amigos Victor Karl e Ana Lu Simas estiveram vestidos de Gengar e Clefable ilustrando a teoria desses 2 pokemons serem os mesmos. Andei bastante com esses dois no festival e posso afirmar que as fotos foram sucesso.

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(Victor Karl e Ana Lu vestidos de Gengar e Clefable, fotografados por Josemar Pereira)

 

O desfile cosplay só foi realizado no domingo dia 28, e um dos meus companheiros, Rafael Esteves, conseguiu um dos troféus e um Ani-kit de premiação. O que eu considero que poderia ser revisto, apesar do Bon Odori não ser um evento que dê foco nos cosplayers, o desfile poderia ter uma premiação melhor além deste kit do Anipolitan. O que sinceramente me fez rever se eu iria desfilar ou não, e por fim acabei não desfilando, porém não tirou o mérito do evento em relação ao cuidado da organização.

Visão de Lorena Cerqueira

O Bon Odori 2016, realizado no Parque de Exposições, contou com um dos aspectos mais positivos a extensão do espaço. Alguns pontos deste espaço foram sabiamente aproveitados, como o parque, que teve a finalidade de mais um entretenimento para as crianças que estavam no espaço, enfatizo o mais um, visto que existia o Espaço Criança com atividades e produtos típicos orientais, como a escola de escrita japonesa e o stand de pipas.

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Conhecendo as barracas do evento foi possível notar diversas ideias criativas e produtos muito bem expostos dentro do seu ambiente.

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Loja de quimonos, onde os participantes do evento poderiam se caracterizar e até dá uma volta com o produto pelos arredores, mesmo sem ter adquirido. Na foto acima vemos alguns dos nossos integrantes experimentando algumas peças.

Os stands estavam bem abastecidos, entretanto posicionamento dos stands foi algo que deixou um pouco a desejar, áreas de grande destaque que poderiam situar stands temáticos, foram ocupados por stands destoantes ao evento.

Um dos stands entrevistados foi o da loja Katapow. Onde dois dos seus sócios , o Lucas Pimenta e André Gerônimo, falaram do retorno que o evento estava dando e das dificuldades que o mesmo apresentou na montagem do stand.

Como maior dificuldade foi pontuada a montagem propriamente dita, pois como eles queriam fazer uma proposta diferente, montaram uma mini loja com estantes de madeira para organizar os mangás, jogos de tabuleiros e as HQs e com o tempo de apenas um dia para montar tal estrutura.

Quanto ao retorno financeiro, André Gerônimo afirma ter sido bastante satisfatório, dando um retorno que a loja física daria em uma semana em apenas um dia e um retorno ainda maior no quesito divulgação, visto que muitas pessoas ainda não conheciam a loja.

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A praça de alimentação teve uma boa variedade de pratos típicos, dando destaque aos Dorayaki, Udom e ao sorvete frito é claro. E no âmbito das bebidas ao muppy.

Mais uma vez a estrutura não ajudou muito, podemos ver na imagem abaixo a superlotação do espaço.

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About Tatiana Cerqueira

Estudante de Design de Interiores, viciada em séries e que nas horas vagas busca sempre aumentar seus conhecimentos sobre a cultura nerd.

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